30 jul 2010

É possível ensinar a ser criativo?

Um artigo publicado recentemente na revista Newsweek oferece uma leitura alarmante, onde a chamada principal é que o nível de criatividade (medido por testes Torrance) nas crianças norte-americanas vem baixando desde 1990. De acordo com o artigo, é o nível das crianças pequenas – do jardim de infância até a sexta série – que tem a “baixa mais séria”.

Isso imediatamente nos faz perguntar o porquê. Os principais culpados incluem o fato de as crianças passarem mais tempo assistindo TV ou jogando vídeo-game ao invés de se envolverem com atividades criativas, bem como a falta de criatividade no seu desenvolvimento educacional nas escolas. Resumindo: não existe preocupação, organização ou esforço em nutrir a criatividade.

O artigo da Newsweek chega ainda mais próximo do problema – afinal, a criatividade é a fonte de todas as ideias que nós traçamos, propagamos e divulgamos. As implicações na baixa da criatividade são mais amplas (e mais perigosas) do que somente em relação às ‘artes’. Criatividade é necessária para arquitetar soluções políticas (relações internacionais, saúde), negócios (estratégias de crescimento), técnicas (resolver problemas desconhecidos) e desafios culturais.

Com isso em mente, o que pode ser feito para reverter esta baixa? A criatividade pode ser ensinada? Como foi dito pela Newsweek, as últimas pesquisas em neurociência ajudam a resolver este primeiro quebra-cabeça: como a criatividade funciona em nossos cérebros?

Quando você tenta resolver um problema, se concentra nos fatos óbvios e soluções familiares, para ver se encontra a solução desta maneira, por exemplo. Esta é a fase em que o lado esquerdo do cérebro está trabalhando. Se a resposta não vem, o hemisfério direito do cérebro é ativado para trabalhar junto. As redes neurais do lado direito procuram, então, por memórias remotas que poderiam ser vagamente relevantes. Uma ampla gama de informações distantes, que normalmente são ignoradas, passa a se fazer presente no hemisfério esquerdo, com procura por padrões desconhecidos, significados alternativos e abstrações.

Vislumbrando esta conexão, o lado esquerdo rapidamente se trava nela antes que ela fuja. O sistema de atenção muda radicalmente suas engrenagens, pulando de uma atenção desfocada para uma atenção extremamente focada. Num instante, o cérebro junta essas duas linhas de raciocínio em uma ideia única que vem à superfície da consciência. Este é o momento “Aha!”, normalmente seguido por uma fagulha de prazer quando o cérebro percebe a novidade chegando.

Agora o cérebro tem que evoluir a ideia recém concebida. Ela vale a pena? A criatividade requer constante mudança, saber mesclar lados divergentes e pensamentos convergentes para poder combinar novas informações com antigas e esquecidas. Pessoas realmente criativas são muito boas em colocar seus cérebros em modo bi-lateral, e quanto mais criativas elas são, maior é sua atividade dupla.

Citando exemplos de pesquisas recentes e de avanços feitos em escolas particulares dos Estados Unidos, o artigo mostra que atividades particulares podem, de fato, ajudar a cultivar a criatividade. O que é comum entre programas de sucesso é que eles alternam ao máximo o pensamento divergente com boas doses de pensamente convergente, em vários níveis. Quando o problema é resolvido (por exemplo: como podemos reduzir o nível de barulho causado pela construção do lado de fora da biblioteca?) e aplicado no processo diário da escola, as funções do cérebro melhoram.

Além disso, a pesquisa identificou fatores particulares que colaboram com o ensino futuro, cultivando e encorajando a criatividade:

  • Adultos muito criativos tendem a ser de famílias com características muito opostas. Pais e parentes que encorajam singularidade, mas que ainda fornecem estabilidade. Eles foram altamente responsáveis pelas necessidades das crianças, mas também as desafiaram a desenvolver suas habilidades. Isto resulta em um tipo de adaptabilidade: em momentos de ansiedade, regras claras podem reduzir o caos – mas quando as crianças estavam entediadas, elas podiam ir à procura de mudanças também. No espaço entre ansiedade e tédio, a criatividade floresce.
  • Adultos altamente criativos frequentemente cresceram com dificuldades. As dificuldades em si não levam à criatividade, mas forçam as crianças a se tornarem mais flexíveis – e a flexibilidade leva a criatividade.
  • No começo da infância, alguns tipos distintos de atividades livres são associadas à alta criatividade. “Fazer de conta” ajuda a desenvolver a habilidade de analisar a situação por perspectivas diferentes. Brincar serve de desculpa para trabalhar com pensamentos e emoções desconhecidas.
  • Na escola, a criatividade paracosmos – fantasias de mundos inteiros alternativos – aparecem por volta dos 9 e 10 anos, e é um forte indicativo de criatividade.
  • Pessoas criativas tendem a ter humores e efeitos positivos externados. Não que eles sejam particularmente felizes – contentamento é um tipo de complacência que as pessoas criativas dificilmente têm. Mas eles estão engajados, motivados e abertos ao mundo.

A beleza disto tudo é que a pesquisa deixa claro que a criatividade pode, sim, ser ensinada, bem como o resultado da prática, disciplina, desafios entre os lados esquerdo/direito do cérebro e inspirações. Esperamos que os pais, o sistema educacional e até mesmo as empresas apliquem estas lições da ciência, e pesquisa, para armar as gerações futuras com as ferramentas necessárias para resolver os nossos problemas coletivos, sociais, locais e globais.


Artigo original – PSFK – Can Creativity Be Taught?
http://www.psfk.com/2010/07/can-creativity-be-taught.html

Artigo da revista Newsweek – The Creativity Crisis
http://www.newsweek.com/2010/07/10/the-creativity-crisis.html


Via @allysoncorreia, traduzido por @LadyShampoo

28 jul 2010

Subaru mostra com quantos cavalos alguém pode se borrar

Para o lançamento de seu modelo WRX STI 2011, a Subaru quis ter certeza de que o público comum – ou seja, aquele que não necessariamente é aficcionado por carros e seus aspectos técnicos – entenda qual é o significado de 305 cavalos.

A campanha “Get More Gs” colocou 5 pessoas diferentes no banco de passageiro do STI, enquanto o piloto de rally Dave Mirra dava uma voltinha bem tranquila por aí. Importante notar que são figuras bem longe do púbico-alvo do carro.

Confira os 5 filmes abaixo, com um prazer sádico estampado no rosto, pode admitir.

Via @allysoncorreia, que viu no Brainstorm9.

27 jul 2010

Brava cria série de anúncios para Stuttgart

Com planejamento estratégico focado no mercado de luxo, a Stuttgart - importadora de artigos finos europeus – investe parte dos seus esforços de comunicação em uma série de anúncios. As peças estão sendo veiculadas a nível nacional na Revista Prazeres da Mesa, especializada em gastronomia e vinho, com circulação entre gourmets e apreciadores de vinhos. Por ser algo novo no mercado, a comunicação busca levar ao público o desejo em degustar os vinhos alemães.

Título: Surpreenda-se
Anunciante: Stuttgart Artigos Finos
Agência: Brava Propaganda
Atendimento e Planejamento: Clóvis Cordova
Redação: Luana Lorenzi
Direção de Arte: Alexandra de Rosso (Shampoo)
Direção de Criação: Allyson Correia
Arte-Final: Juliana Plens
Mídia: Fernanda Gomes, Dejane Wilke Dognini e Adenilson Leite (Xepa)
Aprovação Cliente: Frank Norman Hirt

26 jul 2010

Bloquear, SIM!

A internet sempre foi chamada de “rede mundial de computadores”, mas hoje em dia especialistas já perceberam que, na verdade, ela é a “rede mundial de pessoas“.

Com isso em mente, por mais que você tenha escolhas quanto ao conteúdo que vai ver em seu computador (como por exemplo, seguir apenas seus amigos no twitter, visitar apenas blogs conhecidos, etc), você sempre tem a chance de se deparar com alguma coisa que não gosta e que pode acabar com o seu humor.

Há alguns meses foi lançado um bloqueador que gerou muito comentário: O “Shaved Bieber” – um Add-on para Firefox que simplesmente bloqueia tudo que se refere ao cantor Justin Bieber de seus olhos. Os fãs não gostaram nada, mas o grande público (bem humorado) pode se divertir.

Com isso em mente, recentemente foi lançado o Bloqueador de Ex (“Ex-bloquer“), um site onde você pode bloquear em vários browsers qualquer menção à seu ex-namorado(a) ou qualquer pessoa de quem você não quer mais nem ouvir falar.

Ex-Blocker, para quem não quer mais nem ouvir falar no(a) ex.

Em tempos de redes sociais e liberdade total de internet, aparentemente as pessoas estão procurando por um pouquinho de censura particular, só para variar.

Via @LadyShampoo

16 jul 2010

Brava cria para GOD (G3 Oficina de Design)

Seguindo o mote “mentes acesas”, o anúncio aborda o link entre luz e God e entre lâmpada e ideia. Para ilustrar, a imagem com light painting traz o conceito do urbano, moderno e artístico que a marca expressa.
Como os outros anúncios da série, a peça foi veiculada na Revista USE Fashion, que é referência nacional em moda e tem forte veiculação entre o público-alvo da marca.

Título: Lâmpada
Anunciante/Produto: G3/Kyly – GOD
Agência: Brava Propaganda
Atendimento: Rafael Corbella
Redação: Leandro Sabino (Potter)
Direção de Arte: Ivan Tottene
Arte final: Fábio Spergort
Diretor de Criação: Allyson Correia
Mídia: Fernanda Gomes
Planejamento: Aline Mariah Oliveira
Foto: Actonove
Aprovação Cliente: Deoclides Correia Filho